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Do que não entendo.



Ela é uma soma de experiências, que ainda não resultaram em nada.
Ela é um misto de aprendizados e culturas, que ainda não a levaram para lugar algum.
Ela é uma mescla de quereres e frustrações.
De sonhos e decepções.
Talvez, ela não passe de ilusão!

Todos a engrandecem tanto...

E ela não compreende, como pode ser assim tão grande e continuar se sentindo tão pequena, diante das desventuras da vida?!

Ela exige que as pessoas a sua volta, sejam profundas.
Parou para se analisar e percebeu que na verdade sempre foi rasa.

Seja por medo.
Seja por receio.
Seja por ter sofrido demais para insistir.

Ela que sempre foi poesia, não ouve o que sua alma diz.
E continua assim...
Juntando palavras em frases sem lógica.
A fim de tornar belo os anseios que habitam em si.

Embriaguez.

Você me embriaga...

Não consigo lembrar com nitidez dos nossos momentos.
Pareço sempre estar embriagada.

De tesão.
De paixão.
De quereres.

Mas, ainda assim, lembro dos seus olhos.
Que quando cruzam com os meus, me despem.

A roupa.
A pele.
A alma.

Me deixa com ressaca de você?

Fugaz.


  

Chegou e partiu tão rápido.
Nem tive tempo de te tornar poesia.
Me encantou com uma liberdade de sentir.
De desejar.
De ser.
Sumiu...

Se esvaiu feito fumaça.
Deixou o prometido sem cumprir.
E fez de mim, mais uma vez, desilusão.