sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nostalgia.

 
A saudade se comporta como uma doença que lentamente torna infértil o coração, saudade esta que me machuca, que me entristece, que me consome, que me iguala aos seres desesperados.
Sinto saudades...
Saudades de outrora quando o futuro parecia me pertencer;
quando o desejado era alcançado;
quando a noite se fazia acolhedora e a lua dialogava comigo.
Sinto saudades; da infância, da minha infância onde ter nada era ter tudo;
onde viver era correr contra o vento sem medo de padecer.
Sinto saudades; daqueles amigos que partiram sem se despedir, que se foram sem eu permitir;
das festas mais desejadas e aguardadas;
do amor da família, agora tão longe de mim.
Sinto saudades; de um amor que eu nunca senti;
da poesia que eu escrevi em meio a tantas inspirações;
daquele abraço de alegria;
daquela lágrima que teima em não mais cair.
Sinto saudades; do que antes eu era e que agora se perdeu, se esvaiu e acabou por separar o meu e'u.
Sinto saudades...


Por Dhalila Nogueira.

domingo, 16 de maio de 2010

Devaneiolhares.


Era pra ser apenas uma troca de olhares;
Mas, por não ter esclarecido a minha não intensão para com o olhar;
A sicronia antes estabelecida
Se esvaiu junto ao sorriso que acompanhava o entreolhares.
Não que lágrimas surgiram;
Não que o ódio nasceu.
Só foi a decepção da não compreenção do que se é olhar.

Por Dhalila Nogueira.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Depois.


Depois de tanto buscar explicações
Depois de tanto sorrir
Depois de tanto sentir
Depois de tanto ouvir e observar
Depois de tanto falar
Depois de tanto ler e interpretar
Depois de tanto tanto
Me encontro, aqui, só ...
A olhar pela janela do meu quarto
A chuva acariciando os telhados e varrendo o chão.

Por Dhalila Nogueira.                                                                       

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pretérito.


A vista que antes me encantava e me surpreendia,
agora se faz monotôna e gélida.
As pessoa que antes me encatava e me surpreendia,
agora se mostram previsíveis e frias.
O desejo de permanecer que antes me pertencia,
se foi em meio as águas do Rio Paraguaçú.
E agora o meu anseio mais profundo é o de voltar para casa.


Por: Dhalila Nogueira.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lar doce lar.


 É uma sensação estranha que me invade,
uma sensação entranha e confortante.
Tudo parece ter permanecido, por todo esse tempo,
no mesmo lugar em que eu havia deixado.
As cores das paredes são as mesmas;
Os móveis estão no mesmo lugar;
O cheiro acolhedor está intacto.
É uma sensação estranha que me invade,
uma sensação entranha e recompensadora.
Recordações de tempos remotos se fazem presentes;
Lembranças de um passado feliz, que teima em não querer mais me pertencer.
Me sento na cadeira de sempre e espero somente pelo reencontro,
pelo abraço daquela que mais me faz falta.
Não me canso de olhar emocionada e agredecida por ter e ver tudo,
tudo o que eu mais desejei, durante este tempo fora, em rever.
As horas teimam em não passar.
Mas, a sensação entranha que me invadia, a pouco, desaparece lentamente.
E eu, em fim, compreendo que nada relatado acima fora utópico.
Eu realmente estou de volta a minha casa.
Eu realmente estou de volta ao meu lar doce lar.

Por: Dhalila Nogueira.