segunda-feira, 19 de julho de 2010

Desabafo.


Estremeço por dentro.
Revolto-me.
Enojo-me; de mim mesma.
Atitudes que desprezo me perseguem.
Sangro por dentro.
Escondo-me.
Camuflo-me; de tudo que a mim pertence.
Confissões que nego; partes de mim.
Alegro por dentro.
Momentaneamente.
Vago a pensar, desejar, fingir, acreditar
que tudo nem é saudade.
Canço.
Descanço.
Me escondo em algum canto.
Um lugar só meu.
De onde observo atenta/desatenta seus passos, passos que não são meus.
Me perco.
Levanto do canto.
Procuro, mas não encontro.
Grito.
Berro.
Inconsciente, constantemente, silenciosamente.
Respiro.
Desvio olhares.
Seus olhos nem sempre foram meus!
O ódio se espalha.
Se espalha entre unhas cravadas em uma COMPACTOR 07
e se exprime em papéis de remendo, de desenhos.
Canço.
Descanço.
O ódio passa lentamente.
Então, me remeto ao presente...
Saudades dos braços seus.


Por Dhalila Nogueira.