sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Re- começo.


 Começo a re-começar.
E meu começo se torna recomeço
toda vez que paro e penso em uma nova fórmula de começar.
Meu re-começo parece uma retórica, 
uma volta ao passado.
E continuo a caminhar, 
por caminhos desconhecidos 
ou até esquecidos numa parte da vida que não me permite re-começar.
E recomeço a começar.
Como se fosse parte da rotina, como se fosse prazeroso e recompensador.
Talvez seja!
Mas talvez seja lá o que for,
recomeço e vivo a começar a re-começar.

Por Dhalila Nogueira.

sábado, 4 de setembro de 2010

Ego.


Sou uma mescla de calmaria e tormenta.
De tudo que ajude a me transformar em um ser esquisito.
Esquisito e esquizofrênico.
Comparo-me a um cretino que se refugia no lado hermético
e me condiciono ao papel de ser cruel,
incapaz de amar alguém além de mim.
Para os que teimam em cruzar o meu caminho e insistem em marcar o meu peito,
os condiciono a mera condição de projetos inacabados,
como tantos outros existentes aqui.
Fria.
Louca.
Cruel.
Covarde.
Não me incomodo com definições.
Talvez por não fazer planos e nem seguir scripts, possuo um modo incomum de viver.
Mas, a verdade é que já não sei amar ninguém além de mim.
Só que no fim, chego até a admitir que tudo não passa de poética, deste dom que dizem habitar em meu eu,
um eu que nem eu sei definir.

Por Dhalila Nogueira.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Palavras.


A necessidade de expressar o que está encarcerado em mim,
me domina.
 O desejo de ver e sentir o que no âmago berra, grita,  me alucina.
Mas, na hora de maior necessidade as palavras se transformam em entrave e não conseguem demonstrar meu sentir.
Não as encontro.
As remeto, então, ao desconhecido, 
ao improvável, 
ao acaso.
Não há mais palavras vertidas em pensamentos.
Agora há, fragmentos distintos de poesias sem nexo nascidas de mim.


Por: Dhalila Nogueira.