RSS

.

e 2011 se vai ...
vai na condição do ano de mudanças, de liberdade.
onde pude finalmente respirar e ser.
a alforria demorou, mas, não tardou!
reconquistei amizades deixadas de lado, nem sei o porquê.
firmei laços "amiguísticos", de companheirismo, de alma.
convivi com seres incríveis, amigos, confidentes, que me devolveram a vida.
retomei a felicidade e como se não bastasse a transformei em meu lema diário.
uma forma de agradecimento por todos os desejos alcançados, surpresas encantadoramente positivas.
por ter me descoberto ser.
findei o meu eu em caminhos recompensadores, desconhecidos, desafiáveis.
paguei pra ver e passei a crer que tudo por melhor que esteja ainda pode melhorar.
para 2012 não espero nada.
o que vier é lucro.
cansei de depositar esperanças no incerto.
afinal,  quando não se espera nada em troca,
tudo o que acontece é positivo, é vivo, é seu.
será meu, serei eu.

por dhalila nogueira.

20 de dezembro de 2011.

te marquei como objeto em liquidação,
entregue aos desejos alheios,
esperando por uma alma caridosa que fosse e fizesse,
no hoje, tudo o que você deseja ter.
te surpreendi ao me enquadrar nos teus parâmetros perfeccionistas.
afinal, o que se vê nem sempre o é.
alcancei parte do que anseio,
te elevei à qualidade de ser amigo, sem dever explicações.
te fiz meu e sem mais definições.

por dhalila nogueira.

por conveniência.



muda-se os gestos, os sentires, os desejos, os olhares, as propostas.
a cada alma com que se depara, chora.
e o anseio em querer conhecer as partes que não lhe cabem,
a vontade de recuperar os restos passados, transformá-los em um futuro mais do que presente,
o levam a bipolaridade.




por dhalila nogueira.

renúncia.

te presenteio Fulô ...
  
com as sobras dos sentimentos.
com a poética sem graça, sem vida, fingida.
a entrega não será recípocra.

pois, a parte que me cabe, apesar de pretérita,
é lembrança, não se apaga.
se faz no presente, é saudosista.


por Dhalila Nogueira.

entreolhares.


Ele, acariciando meu rosto e olhando fixamente nos meus olhos;
Ele, olhando minha pele e acariciando meu rosto; 
Seus olhos voltaram a cruzar os meus;
E nessa troca de olhares e carícias
escrevemos as mais lindas e românticas cartas
com o olhar.

por Dhalila Nogueira.

enfim...

extravasei.
pus pra fora todas as amarguras e loucuras reprimidas.
confiei demais e me decepcionei, só pra variar.
me calei.
conheci e reconheci no novo, antes improvável, o bem estar.
cai de tanto rir, me levantei pra percorrer caminhos não traçados, seguindo uma linha avulsa, avessa, alheia de mim.
e como sorri e como vivi e como me roubaram de mim.
não era eu, fingi sem senti.
mas, me redescobri, me reencontrei e agora sim estou feliz.
para você que não me conhece...
sou Dhalila Nogueira Miranda, prazer.
e este eu é poético, é vivo, é único, é meu.
recuperei tudo, tudo me pertence, pois o tudo sou eu.

por dhalila nogueira.

lapso III.

foda-se a vida
foda-se as pessoas que fazem da vida
a minha vida
foda-se o tempo
e que o tempo reserva pra mim
agora, amanhã, quem sabe...
foda-se tudo o que eu espero que aconteça
os meus sentimentos estilhaçados
minhas decepções acumuladas
e foda-se as decepções que ainda virão
foda-se tudo
mas foda-se agora, pois eu quero gozar da vida e decobrir o que é viver.

por dhalila nogueira.

No hoje.

Aprendi que cada momento deve ser vivido como se fosse o último.
Que cada sorriso, cada lágrima devem ser apreciados como se fossem os últimos.
Por que quando tudo chegar ao fim - pois acreditem ou não, nada é eterno -
pelo menos você poderá recordar e dizer "valeu apena".
Aprendi tarde demais.
Não consiguo rememorar, me orgulhar ou me sentir realizada completamente com algo.
Mas, se cada momento da minha vida fosse preenchido por momentos perfeitos, não seriam momentos perfeitos.
Seriam normais.
Eu nunca saberia o que é de fato a felicidade se nunca tivesse experimentado as dores que volta e meio me assolam.
Sabe...
Agora eu estou feliz, finalmente.

por dhalila nogueira.

lapso II.

Me disseram que pra ser feliz você deve acreditar na felicidade.
Que opiniões formadas e findadas sempre podem ser mudadas pelas circunstâncias
e que por isso nunca se pode dizer nunca.
Me julgaram por lapsos de representação.
Me rotularam pela aparência.
Decidiram por minha mudança.
Cansaram do meu eu.
Me deserdaram da chance de ser feliz.
Me disseram que o desejado nem sempre é alcançado,
mas, esqueceram de me explicar o porquê.
Que na vida depara-se com surpresas e que em cada destreza, evoluí-se.
É a conquista do saber.
Me disseram que o amor é um monte de coisas, uma reunião de fatos
e que o passado sempre pode estar presente.
Mas, só vendo para crer.
Concluí que julgamentos acabam por não desvendar quem realmente somos ou iremos ser.
Tranquilizei meu espírito, me reinventei
e no hoje só anseio por viver.

por dhalila nogueira.

desencontro.



me encontro entre a espada e a caneta
entre a vontade irônica de lutar pelo o que deveria me pertencer
e/ou mesmo que eu quisesse que fosse meu
estou entre mandos e desmandos do destino
aceitando qualquer ombro que seja amigo
ou a mínima coragem de seguir em frente e conseguir fingir esquecimento
estou presa nas ferragens do desespero
na agonia do desencontro
tentando desesperadamente regastar o que nem sei se ainda resiste
estou aqui a espera da benção divina
da oportunidade de ser o que nem parece me pertencer
estou a espera de um milagre que me salve de mim
e que me faça ser e crer no que for o melhor a se fazer.

por dhalila nogueira.

lapso.


Me perdi.
Me perdi como se perde e não tem mais volta.
Me perdi da vida, da vontade que se tem de viver e continuar.
Estacionei.
Parei como se um sinal vermelho cegasse meus olhos já cansados e até mesmo depravados diante de tudo o que já presenciaram.
Desisti.
Desisti e ponto.
Sem motivo exato.
Sem condições lógicas pré-estabelecidas.
Apenas cansei de continuar seguindo a mesma linha de raciocínio.
De fingir entender o que nem por osmose adentra meu cérebro.
Das vontades das personalidades que se dizem partes da minha vida.
De uma vida que nem sei se tenho.
Ou que melhor, desisti de ter.
E o agora é assim.
Incerto          vago           desconcertante           confuso          petrificado.
Parei porque cansei de tentar buscar um alguém que nunca fui, não sou e que com certeza não serei.
Um alguém que nem sei.
Só parei          Cansei     e      Desisti
Porque me perdi.

por dhalila nogueira.

Negação.


Não sou poeta, escritora ou detentora do tempo.
Não creio no inexato, no inconsistente, 
nas meias palavras de meias frases 
que nem expressam os mais despresíveis pensamentos.
Não sou mais de querer ver pra crêr. 
Nada me agrada.
Me escondi no poço do esquecimento, 
onde o tempo se encarrega de extrair e sucumbir o belo das paráfrases, 
das cátreses, dos infinitos significados do que é viver.
Não sou poeta.
Não sei escrever.
Apenas cuspo no papel restos dos anseios 
e pretenções a cerca do que um dia quero ser.

Por Dhalila Nogueira.

Manhã de "quinta".


Resolvi por mim mesma, por capricho, por vontade, por medo, por ansiedade de ter, fazer.
Fazer por minhas próprias mãos o que vinha a mente e teimava em agoniar o peito.
A primeira batida veio disfarçada em laços amiguísticos e se tornou forte, incondicionalmente forte e essencial, veio e perdurou por anos.
Cai.
Fui levada ao chão com o mesmo disfarce do começo.
Bati forte e lá fiquei, jogada, estendida, pregando pelo passado, por algo diferente, por atenção.
E nada.
Nada como se nada em meio à imensidão das águas.
Nada, e nadando após meses me reergui, ou melhor, me reergueram.
Os laços de amizade foram mais fortes e continuaram a existir e ainda existem.
Mas, o que me reergueu fez adorar o outro e não a mim.
Em mais uma do destino, cai e me refugiei no desconhecido que no fim me decepcionou me levou ao chão e me condicionou a dureza do eu.
Resolvi viver.
E me fez tão bem, vivia tão bem e me sentia viva, como nunca, me amava e ponto.
Eu era o nós.
Mas, como em uma peça que se prega quando se quer rir, cai.
Cai em mais uma armadilha do destino.
Cai de encantamento, de paixão e não me lembrei de mim.
Entreguei o meu eu como nunca, e cai.
Estilhaçada, como uma fruta que cai do alto e esbagaça no chão. Cai.
Mas, ainda existia o desejo e contra a vontade permitir que outro me levantasse.
Mas, não fiz por mim.
Encarreguei à função para este que me trouxe esperança, paz e tormenta.
Tormenta que me fez cair em mim e concluir que o amor a si vale mais, importa mais, completa mais.
Com ele não levantei em um susto, estou levantando aos poucos, mas, sem ajuda. 
Estou levantando com as forças que resgato do passado onde elas foram esquecidas.
Digamos que no agora esteja de joelhos, brigando com o eu que luta para não ser meu.
Digamos que no agora esteja vencendo esta batalha.
Esteja lutando por mim e não por outro.
Esteja vencendo em mim a vontade de pertencer ao outro.

Por Dhalila Nogueira.

Regimento.


A tormenta e a calmaria,
São como o vai e vem das águas.
Fazem-se repletas e vácuas sem explicações.
É como jogar batalha naval.
Numa luta de águas perigosas e surpreendentes.
É o mesmo de sempre estar à espera de um milagre.
Estar na busca insaciável por emoção.
E no fim, concluir que é em meio aos motins,
que a vida rege sua sinfonia mais perfeita.
E condescendente.


Por Dhalila Nogueira.

Tempo conciso.



Traga-me a paz, a leveza.
O olhar.
Eu exijo tudo de volta.         
Careço do amor, de amor.
Do ensejo do desejo que aflora.
Preciso ter o verbo gritando o infinitivo.
Ter tua boca envolvendo a pele.
Certificando-me de que nada foi jogado fora.
E se o tempo passado for finito, pouco importa.
Quero mesmo que breve, te ter no agora.


Por Dhalila Nogueira.

Nevoeiro.


eStOU como um ciclo estilhaçado que parte do princípio, percorre caminhos entristecedores, raros, incríveis, inesquecíveis, apaixonados 
e esquece-se de como recomeçar.  
Estou cansada, meio que exausta.
Mas, continuo a buscar.
E...
Procuro-me.
Reviro-me.
Mas, não há nada de mim.
Não existo mais.
Não me pertenço mais.
Perdi-me tentando encontrar a outra parte de mim.

Por Dhalila Nogueira.

Descompasso.

No passo do mundo que rege lá fora.
Anda - se.
Encanta - se.
Apavora - se.
No pulo da alma prestes a incendiar.
Ama - se.
Desencanta - se.
Chora.
Na ausência de inspirações.
É como se todo sentimento sucumbisse.
Se submetesse ao mero desejo de explorar.
E se procura,
E se encoraja.
E se devora.
Uma vida de amarras.
De prós e contras.
Onde nada se pode ter.
  Mas, se pode esperar.


Por Dhalila Nogueira.