quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Da dúvida.

 

Qual será melhor?
Amor ou paixão?

O amor é a palavra mais bela, mais desejada de ser ouvida, de ser sentida.
A paixão é passageira, é fugaz, é inconsequente.
O amor encerra em si mesmo. Não permite outras vertentes do sentir.
Amar é um dom de saber respeitar e esperar. Uma espera contínua por outro amor.
A paixão faz disparar o coração, suar as mãos, lacrimejar os olhos.
Faz sonhar.
A paixão quando é fortemente intensa e recíproca, abre espaços, abre possibilidades.
Prepara os seres para o amor.
E este vem recheado de saudade, aconchego, sorrisos sem sentido.
E se vive.
Sinto pena daqueles que pulam o passo a passo do sentir.
É irônico seguir ‘regras’. 
Mais irônico é amar acomodado, amar sem emoção!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Do fim de tudo, do mundo!

É chegada a hora...
Dizem que será o fim do mundo, pois bem, que este acabe.
Que nós acabemos.
Tudo tem seu início, meio e fim.
Rápidos, demorados, felizes... não!
Tudo um dia acaba.
E acaba pelo cansaço, pela decepção, por esperar algo e este não vir.
São rótulos atribuídos, sorrisos não entendidos.
Esse poder que o ser humano acha ter de conhecer o outro.
E assim e por si, se encerra tudo.
Um tudo que não reúne metade do que sentimos, do que planejamos, do que desejamos.
Em momentos de crise apelamos para o passado, rogamos ao futuro e esperamos...
Esse esperar que mata, destrói lentamente todas as esperanças de dias melhores.
Então... Que o mundo acabe!
Acabe de uma vez com as incertezas, com os não amores, com essa felicidade camuflada.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fim de mundos!

São dias... ou melhor, meses, sem uma poesia digna de ser difundida.
Sem uma poesia na qual me reconheça, poeticamente falando.
Me perdi de pessoas que considerava amigas.
De desejos e planos para um futuro próximo.
Tão próximo que chegou, passou e nem vi.
Fase de realojamento de prioridades, vontades, de mim.
Já que será o fim de uma era, que eu morra e renasça de acordo com o tempo.
Que eu me reencontre e refaça diante de tudo que me aguarda, de tudo que aguardo.
Paz e bem, e que venha o melhor.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tempo.

Te uso. Te vivo. Te espero ansiosamente.
Deixo-o passar!
Pare!
Preciso de tempo.
Pare!
Parei no tempo. Perdida, precisando de um tempo.
Obrigada!
Me reencontrei no tempo e afirmo estar feliz.
E que este seja amigo, te traga consigo para que possamos seguir.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quietude.


Eu te amo!

Gritava ela em voz alta.
Berrava aos quatro cantos dentro de si.

O amava em silêncio, porque por dentro tudo é mais verdadeiro.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Do que não entendo.


Eu queria que você me olhasse nos olhos, sorrisse e dissesse: Linda!
Eu queria que você me abrasasse e dissesse o quanto estava com saudade ou que pelo menos fingisse estar.
Que você me beijasse sem pretensão, apenas por querer me beijar.
Que você pegasse na minha mão e seguisse sem olhar para o lado.
Sem desejar o outro, pelo simples fato de amar o que tem, de me ter e isso bastar.
Que você lembrasse de mim e sorrisse, que o peito apertasse e que enviasse uma sms falando de amor.
Que me ligasse altas horas para me acordar e dizer qualquer coisa, porque sentiu minha falta, só isso.
Que você ficasse abraçado, mesmo incomodado porque me ter o tempo todo em seus braços recompensa qualquer desconforto.
Que você fizesse tudo isso naturalmente.
Eu queria que todas as lágrimas que derramo por você fossem de alegrias.
Eu sinto a necessidade de saber que sou amada, se sou amada.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tudo que sei.

Acordei pensando em você;
Depois de um sonho ruim onde você partia e não te veria mais.
Ainda bem que não passou de um sonho ruim.
É que o único querer é o de encostar em teu peito, sentir teu cheiro e sorrir.
Estar contigo me faz bem.
E desejo assim: tudoagarradoapertadosemvírgulasnempontos
Você assim: grudadoemmimcomamorepaixão

No nosso tempo, no nosso pra sempre!




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

De quem se diz poeta.


Não combina mais passar horas lapidando palavras para que se encaixem metricamente. De formas perfeitas.
A perfeição é ilusória, é como um poema que agrada a todos os gostos.
Perda de tempo ordenar, calcular, planejar. Tudo é surpreendentemente equivocado.
Equívocos distorcidos que arrancam sorrisos, que por segundos nos deixam felizes.
Equívocos destruidores de sonhos, inibidores de esperança, que causam dor.
Deparar com a realidade avessa ao desejado, magoa. E de tal forma que persistir nem cabe mais.
Tudo é como um grande livro, com inúmeras páginas, de inúmeros capítulos em branco.
A espera da escrita.
Encerram-se ciclos, quereres, comportamentos, lágrimas. 
Esperam mais de nós. 
Mais intensidade, mais vontade, mais determinação.
Querer que tudo dê certo, é natural. 
O problema é agir, de tal forma que tudo dê certo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Falácias de amor.


Dizem que as canções mais belas de amor são construídas e cantadas no silêncio.
É que o amor não precisa de palavras.
Nem de gestos estupendos.
Ele sobrevive na simplicidade.
Na naturalidade.
No querer e no estar bem consigo.
É que sem amor próprio ninguém ama o outro de verdade.

domingo, 2 de setembro de 2012

Devaneios.


Se me perguntassem qual dom gostaria de possuir.
Responderia: a compreensão.
Foge a minha lógica reconhecer que as pessoas preferem a dúvida à certeza.
É irônico pensar que o amor não correspondido é mais valorizado do que ser amado.
O impossível sempre é motivador.
Penso eu que deveria ser o contrário.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Do que eu vivo.

Estou navegando em águas desconhecidas.
A mercê da maré.
Da boa vontade do vento, que ora sopra a favor ora contra.
Estou a mercê da ira das tempestades.
De quando as águas ficam turbulentas, frias, assustadoras.
Espero que o amanhecer venha logo.
Que o sol aqueça novamente estas águas.
As tornem brandas, confortáveis, minhas.


domingo, 5 de agosto de 2012

Da canção.

Gela, estremece.
Batidas aceleradas do coração.
Olhares fixos em meio a sorrisos, apertos de mão.
Abraços demorados, embriagados de desejo.
Descompasso, acelerar e desacelerar da paixão.
Pulsa.
Desentende, entristece.
Perdoa, enobrece.
Satisfaz, alegra.
Atrai e se distrai.




‘canção de amor é assim’.


por Dhalila Nogueira.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Da espera.

É que o coração dói.
O peito aperta e não há nada ao alcance, nada que se possa fazer a não ser esperar.
As palavras minutadas poeticamente nem existem mais.
Nem se enfileiram a fim de formarem poemas.
E eu espero.
Continuo esperando por milagres divinos.
Por poder tocar novamente meu sonho
e o fazer real.
É que esperar cansa.
Desanima.
Mas, nem há mais nada a fazer a não ser esperar.

por Dhalila Nogueira.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Entrelaçados.


Olhares em meio a toques: sintonia.
Partilhar de vontades e quereres que crescem.
Transversalmente torno-me sua.
E em tuas mãos padeço.
Eleva-me ao empíreo?




por Dhalila Nogueira.

terça-feira, 24 de julho de 2012

daquele pesar.

bateu saudade de quando éramos início.
e não haviam vírgulas, palavras erradas mesmo com o receio de não saber o que escrever.
bateu saudade dos olhares cúmplices e cheios de esperança.
da certeza de que daria certo, faríamos com que desse certo.
bateu saudade de quando a conquista era necessária, evidentemente necessária.
bateu saudade de você!
é que mesmo quando estou com você...
sinto saudade!
                                                                                                               por Dhalila Nogueira.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Inópia.


Necessito de momentos que tirem o fôlego.
Que tirem a paz.
Que deem paz.
Necessito de contradições e certezas, pois sou um ser mútuo, vago, indeciso, mas, completo.
Me faz transbordar em mim?

Necessito de momentos positivos ou assim disfarçados, mas que me façam poeta.

Decide ser, sem temer o futuro?

por Dhalila Nogueira.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Do anseio.

O meu maior desejo é o de poder te olhar nos olhos diariamente, incansavelmente.
Teus olhos me tranquilizam, são a certeza de que tudo é real.
Estar longe deles, machuca, cansa.
Desejo de sentir teu cheiro, de te sentir todos os dias.
Desejo físico.
Dos abraços mornos, do sussurrar ao pé do ouvido, daquele "eu te amo" antes proibido, hoje tão esperado.
Desejo do contínuo.
De continuar a te ver, a te ter, a querer você.
Desejo de que seja sempre assim.


por Dhalila Nogueira.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Química.




Os olhares, sintonia.
Os corpos, toque.
Fortemente e veemente, desejo.
O cheiro inebria.
Enlouquecidamente, paixão.
E se instala, se apropria, persiste.
E que permaneça nesse anseio por se fazer amor.


por Dhalila Nogueira.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Do Amor.


E no hoje o que importa é essa certeza de te ter.
Esse pulsar do sentir.
De lembrar-se de você.
De desejar o nós dois.
Do que não me cabe mais.
Phatos! Chegue e fique, petrifique.
Filosoficamente faça o novo.
Faça do novo a certeza de amar.
De te amar.

por Dhalila Nogueira.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Basta!


Não suporto meios termos.
Meias verdades.
Meios quereres.
Isso de ter e não ter.
De se entregar e depois frear.
Sou possessiva!
Gosto do inteiro.
De certezas.
Se for meu, que seja meu!
Em rótulos.
De corpo e alma.


por Dhalila Nogueira.

domingo, 29 de abril de 2012

Pulsar.

Se pudessem aliviar a dor do peito daqueles que não sabem o que é o amar.
Meu peito não mais tortura sofreria.
Far-se-ia de rimas.
De canções.
De tudo que engloba e conduz a paixões.
Me pertenceria.

por Dhalila Nogueira.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Do sentir.


A distância se faz tão pequena frente ao sentir.
Que nem me cabe mais o medo de não te ter.
Já te tenho.
Tenho aqui...
Pulsando.
Tornando-me grande.
Nesse jeito de gostar, de querer, de continuar.
De saber que é você.
A minha escolha, o meu acréscimo.
Enrubescida minha alma verte paixão.


por Dhalila Nogueira.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Inebriante.

Odeio quando você some. 
Quando resile meu nome.
E me condiciona a espera.
Tão tortuosa.
Tão estonteante.
Não seja farsante!
Não disfarce o sentir!
Não iluda ao sumir, fazendo acreditar que está tudo bem.
Porque quando se gosta, a única proposta é a de continuar.


por Dhalila Nogueira.

domingo, 15 de abril de 2012

Encontro.

O olhar é a baliza...
O principiar de um conversar silencioso de quereres,
que não se explicam, se sentem.
A carícia do toque, o beijar.
A carne envolta na vontade de permanecer,
de se doar,
de ser sensata ao acreditar que cada ensejo é o desejo de se permitir,
de seguir,
de te ter,
de voltar.

por Dhalila Nogueira.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Princípio.

Enche o peito com aquela vontade incontrolável de explodir em fervor.   
De se deixar levar.
Como se a vida fosse insignificante sem te ter por perto.
Como se tudo perdesse a graça.
Como se as canções, a poética não me coubessem mais.
Não me traduzissem mais.
Porque os momentos agora só se tornam únicos e insubstituíveis se te tenho aqui.
Mais uma insanidade poética?
O sentimento tão desejado, enfim alcançado?
Não se sabe.
Não sei.
Não se busca saber.
O improvável é aquele que encanta.
Que marca e clama.
Paixão.

por Dhalila Nogueira.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Borboletas.

Possuem as cores da leveza.
Fecham-se em si, em crisálida, se fecham para o mundo.
O íntimo segredo de sua transformação.
Sutilmente explodem como o amar.
Mágicas, delicadas ao voar, pregando por liberdade.
E o seu beijar ...
Pontífice dos beijos, se faz carinho,
destilado no estado mais puro.
Borboletas!
Se façam seres humanos, rejam o mundo e nos ensine a viver.


por Dhalila Nogueira.

sábado, 24 de março de 2012

Receio.

Tenho medo das coisas que acontecem rápido demais. 
Medo da entrega recíproca.
Dos olhares que dialogam.
Da decepção.
Tenho medo de te perder, sem nem ao certo te ter.
E assim ... me perco de mim.
De como agir.
Do que fazer.


por Dhalila Nogueira.

domingo, 18 de março de 2012

Ao seu chegar.

Ironia é planejar o não apego.
O não gostar.
O não se doar.
E ser surpreendido pelo belo.
Pela paz.
Pela vontade de continuar a seguir.
A sorrir.
A ter ... você !

por Dhalila Nogueira.

terça-feira, 13 de março de 2012

Falta.

Falta poética.
Faltam inspirações. 
A vida parou e nada, nada de emoções, de quereres.

Ai volta ...
Volta disfarçado o passado, em letras de poesias transformadas em música ofertada a mim.
Indiretamente para mim.
Ai me visita ...
Retorna ao lugar antes palco de declarações, insatisfações, do meu querer.
Volta e percebe que apesar do tempo decorrido, continua sendo o querido.
E confesso por entre essas linhas, a saudade que sinto.
De fazer o presente, excluso de toda a dor, rancor e mágoas existentes.

Falta coragem de confessar tais pretensões.
De lutar e buscar, por entre o orgulho, o reencontro dos olhares, esta inspiração.

por dhalila nogueira.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Fuga.






Me pinto de cores e versos mudos, quase inexistentes.
Me fantasio e vou em busca do desconhecido, a procura de mim.
E na peleja desenfreada por emoções.
Recolho as infelicidades e transformo-as em rimas, em explicações.
Em canções sem melodias.
Secas, verdadeiras.
Minhas.







Por Dhalila Nogueira.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Insanidade poética.

Tentam me levar de mim como se fosse pavoroso me pertencer. 
Mas, esquecem que ao ter personalidade nenhuma das partes podem ser alteradas.
Que ao me fazer como sou, me completo e me acrescento em mim mesma.
Aconselham-me a usar verbos e atuar como se a vida não passasse de um drama patético gritando por comédia.
Mas, no percurso, quase entre o não me pertencer,
conscientizo-me da verdade, que apesar dos anseios que tenho não se fazerem reais,
pagar pra ver, a mim, é sinônimo de me perder.
Longe de mim, julgar ou até desfazer dos que assim vivem.
Mas, a virtude de uns é minha loucura, o que me reprime.

por Dhalila Nogueira.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

brinde.

ao justo tempo que ao passar por entre os anseios, 
trouxe consigo o melhor do que o antes querido.
e que venha calmo.
sereno.
que continue a ofertar paz,
esperança.
essa vontade de seguir,
de te levar,
de te fazer dos mais belos sonhos, o real.


por dhalila nogueira.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

vazio.

Se só fosse o fato da distância, do se distanciar por necessidade. Porque será o caminho futuro a se seguir.
Se só fosse a distância dos corpos, o afastar dos toques.
Mas, não. É a distância da alma.
Que agora se cala e apenas aguarda a chegada do futuro tão desgostoso, temido e pavoroso.
Nada do planejado poderá ser feito.
Nada do prometido se faz e nem se fará. 
Nada...
Nada dos anseios.
Dos beijos.
Dos poemas minutados, para serem declamados no melhor ensejo.
Nada certo.
Nem na Bahia.
Nem aqui dentro.
Nem no agora.
Nem lá.
Nem cá.
Apenas... Nada mais.

por dhalila nogueira.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nãnã.


Ô minha mãe!
Rainha divina das águas calmas.
Deusa dos mistérios.
Senhora de muitos búzios.
Sintetiza em mim teus predicados.
Me faz tua filha por excelência.
Me possibilita a tua compreensão, envolta do destino, da vida, da trajetória do ser.
Da minha história.
De tudo que podes me conceder.


por dhalila nogueira.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

finito.

finda-se os anseios,
os quereres,
a falácia.
a espera ao ser alcançada perde a graça.
não existe mais o toque dos corpos,
a troca de olhares,
os sorrisos nascidos do não dito.
finda-se o fevor,
o freison da conquista.
e os eu's são conduzidos à espera contínua.

por dhalila nogueira.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

distamos.




distância maior é ter os corpos juntos 
e a alma não.
é ter pretensões, anseios,
 vontade de se doar e as reprimir por receio de se decepcionar.
mas, esta persisti, porque já existe.
é o esperar algo do outro e não o alcançar.



por dhalila nogueira.

domingo, 22 de janeiro de 2012

o novo.



fui alforriada! 
graciosamente cortejada pelos esverdeados olhos de um olhar incerto.
a não culpa de me pertencer fez-se inusitada.
trouxe o cativar do sorriso afeito, a mim doado.
o ajuntamento, ao fim, sincero.
e por fim e enfim ...
respiramos!


por dhalila nogueira.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

a mim.

encorajar-te!
segue em frente! 
abandona os rancores, os fardos, a vontade de não se pertencer.
forja o passado!



espelha-se em Narciso.
admira e engrandeça o que é belo,
o que te faz bela.
se faça desejada.
se faça sua.

encorajar-te e vai a luta, vai vencer!
surpreender teus inimigos nas batalhas.
usar e abusar das lições acumuladas.
da vida e das vivências que te aguardam.

vai viver! vai com sabedoria.
fazer por merecer as surpresas e
reconhecimentos por estar viva.

e vai ... vai caminhando.
não desista da vida!

por dhalila nogueira.

sábado, 14 de janeiro de 2012

gosto.

gosto das lembranças. 
de relê-las nos meus dizeres poéticos.
gosto dessa nostalgia.
dos momentos únicos, felizes a que me rememoro.
gosto de sentir saudades.
com elas não preciso fugir,
nem fingir.
nelas tudo me pertence.
nelas seu eu ainda é meu.

por dhalila nogueira.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

meu jardim!

rego minha alma como rego flores,
cuidando para que brote, cresça, evolua.
resgato amores antigos e os faço no presente,
para que germinem, encantem, se perpetuem.
aro a vida semeando laços, para que floresçam
e, assim, possa fazê-los meus.
necessito de abraços, de pétalas aveludadas que disfarcem os espinhos,
as decepções enfrentadas.

necessito da linguagem dos poetas,
de uma minha poética,
do cuidar deste jardim meu,
da falácia dos eu's,
da espera alcançada.

por dhalila nogueira.
foto: indira bastos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

insurreição divina

por que depois de tanto tempo?
de tanto ser fria, extremamente fria, meticulosamente cruel,
resolves me provar o quanto não me conheço?
resolves me presentear com o desconhecido,
improvável, que às avessas se faz perfeito?
e resolves por fim, arrancá-lo de mim,
impedindo, assim, que as vontades se cumpram,
que as partes se unam,
que eu seja feliz?


por dhalila nogueira.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

desistência.

desisti de insisti na história que vejo se repetir.
desisti de tentar te fazer perceber que ofertar atenção não é o mesmo de estar apegado;
é apenas ato de conservar o que se tem.
o que se acha que tem.
o que se pode ter.
o que se quer ter.
desisti, então, de não desisti de você.

por dhalila nogueira.