domingo, 22 de janeiro de 2012

o novo.



fui alforriada! 
graciosamente cortejada pelos esverdeados olhos de um olhar incerto.
a não culpa de me pertencer fez-se inusitada.
trouxe o cativar do sorriso afeito, a mim doado.
o ajuntamento, ao fim, sincero.
e por fim e enfim ...
respiramos!


por dhalila nogueira.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

a mim.

encorajar-te!
segue em frente! 
abandona os rancores, os fardos, a vontade de não se pertencer.
forja o passado!



espelha-se em Narciso.
admira e engrandeça o que é belo,
o que te faz bela.
se faça desejada.
se faça sua.

encorajar-te e vai a luta, vai vencer!
surpreender teus inimigos nas batalhas.
usar e abusar das lições acumuladas.
da vida e das vivências que te aguardam.

vai viver! vai com sabedoria.
fazer por merecer as surpresas e
reconhecimentos por estar viva.

e vai ... vai caminhando.
não desista da vida!

por dhalila nogueira.

sábado, 14 de janeiro de 2012

gosto.

gosto das lembranças. 
de relê-las nos meus dizeres poéticos.
gosto dessa nostalgia.
dos momentos únicos, felizes a que me rememoro.
gosto de sentir saudades.
com elas não preciso fugir,
nem fingir.
nelas tudo me pertence.
nelas seu eu ainda é meu.

por dhalila nogueira.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

meu jardim!

rego minha alma como rego flores,
cuidando para que brote, cresça, evolua.
resgato amores antigos e os faço no presente,
para que germinem, encantem, se perpetuem.
aro a vida semeando laços, para que floresçam
e, assim, possa fazê-los meus.
necessito de abraços, de pétalas aveludadas que disfarcem os espinhos,
as decepções enfrentadas.

necessito da linguagem dos poetas,
de uma minha poética,
do cuidar deste jardim meu,
da falácia dos eu's,
da espera alcançada.

por dhalila nogueira.
foto: indira bastos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

insurreição divina

por que depois de tanto tempo?
de tanto ser fria, extremamente fria, meticulosamente cruel,
resolves me provar o quanto não me conheço?
resolves me presentear com o desconhecido,
improvável, que às avessas se faz perfeito?
e resolves por fim, arrancá-lo de mim,
impedindo, assim, que as vontades se cumpram,
que as partes se unam,
que eu seja feliz?


por dhalila nogueira.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

desistência.

desisti de insisti na história que vejo se repetir.
desisti de tentar te fazer perceber que ofertar atenção não é o mesmo de estar apegado;
é apenas ato de conservar o que se tem.
o que se acha que tem.
o que se pode ter.
o que se quer ter.
desisti, então, de não desisti de você.

por dhalila nogueira.