quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

meu jardim!

rego minha alma como rego flores,
cuidando para que brote, cresça, evolua.
resgato amores antigos e os faço no presente,
para que germinem, encantem, se perpetuem.
aro a vida semeando laços, para que floresçam
e, assim, possa fazê-los meus.
necessito de abraços, de pétalas aveludadas que disfarcem os espinhos,
as decepções enfrentadas.

necessito da linguagem dos poetas,
de uma minha poética,
do cuidar deste jardim meu,
da falácia dos eu's,
da espera alcançada.

por dhalila nogueira.
foto: indira bastos.