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brinde.

ao justo tempo que ao passar por entre os anseios, 
trouxe consigo o melhor do que o antes querido.
e que venha calmo.
sereno.
que continue a ofertar paz,
esperança.
essa vontade de seguir,
de te levar,
de te fazer dos mais belos sonhos, o real.


por dhalila nogueira.

vazio.

Se só fosse o fato da distância, do se distanciar por necessidade. Porque será o caminho futuro a se seguir.
Se só fosse a distância dos corpos, o afastar dos toques.
Mas, não. É a distância da alma.
Que agora se cala e apenas aguarda a chegada do futuro tão desgostoso, temido e pavoroso.
Nada do planejado poderá ser feito.
Nada do prometido se faz e nem se fará. 
Nada...
Nada dos anseios.
Dos beijos.
Dos poemas minutados, para serem declamados no melhor ensejo.
Nada certo.
Nem na Bahia.
Nem aqui dentro.
Nem no agora.
Nem lá.
Nem cá.
Apenas... Nada mais.

por dhalila nogueira.

Nãnã.


Ô minha mãe!
Rainha divina das águas calmas.
Deusa dos mistérios.
Senhora de muitos búzios.
Sintetiza em mim teus predicados.
Me faz tua filha por excelência.
Me possibilita a tua compreensão, envolta do destino, da vida, da trajetória do ser.
Da minha história.
De tudo que podes me conceder.


por dhalila nogueira.

finito.

finda-se os anseios,
os quereres,
a falácia.
a espera ao ser alcançada perde a graça.
não existe mais o toque dos corpos,
a troca de olhares,
os sorrisos nascidos do não dito.
finda-se o fevor,
o freison da conquista.
e os eu's são conduzidos à espera contínua.

por dhalila nogueira.

distamos.




distância maior é ter os corpos juntos 
e a alma não.
é ter pretensões, anseios,
 vontade de se doar e as reprimir por receio de se decepcionar.
mas, esta persisti, porque já existe.
é o esperar algo do outro e não o alcançar.



por dhalila nogueira.