quinta-feira, 29 de março de 2012

Borboletas.

Possuem as cores da leveza.
Fecham-se em si, em crisálida, se fecham para o mundo.
O íntimo segredo de sua transformação.
Sutilmente explodem como o amar.
Mágicas, delicadas ao voar, pregando por liberdade.
E o seu beijar ...
Pontífice dos beijos, se faz carinho,
destilado no estado mais puro.
Borboletas!
Se façam seres humanos, rejam o mundo e nos ensine a viver.


por Dhalila Nogueira.

sábado, 24 de março de 2012

Receio.

Tenho medo das coisas que acontecem rápido demais. 
Medo da entrega recíproca.
Dos olhares que dialogam.
Da decepção.
Tenho medo de te perder, sem nem ao certo te ter.
E assim ... me perco de mim.
De como agir.
Do que fazer.


por Dhalila Nogueira.

domingo, 18 de março de 2012

Ao seu chegar.

Ironia é planejar o não apego.
O não gostar.
O não se doar.
E ser surpreendido pelo belo.
Pela paz.
Pela vontade de continuar a seguir.
A sorrir.
A ter ... você !

por Dhalila Nogueira.

terça-feira, 13 de março de 2012

Falta.

Falta poética.
Faltam inspirações. 
A vida parou e nada, nada de emoções, de quereres.

Ai volta ...
Volta disfarçado o passado, em letras de poesias transformadas em música ofertada a mim.
Indiretamente para mim.
Ai me visita ...
Retorna ao lugar antes palco de declarações, insatisfações, do meu querer.
Volta e percebe que apesar do tempo decorrido, continua sendo o querido.
E confesso por entre essas linhas, a saudade que sinto.
De fazer o presente, excluso de toda a dor, rancor e mágoas existentes.

Falta coragem de confessar tais pretensões.
De lutar e buscar, por entre o orgulho, o reencontro dos olhares, esta inspiração.

por dhalila nogueira.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Fuga.






Me pinto de cores e versos mudos, quase inexistentes.
Me fantasio e vou em busca do desconhecido, a procura de mim.
E na peleja desenfreada por emoções.
Recolho as infelicidades e transformo-as em rimas, em explicações.
Em canções sem melodias.
Secas, verdadeiras.
Minhas.







Por Dhalila Nogueira.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Insanidade poética.

Tentam me levar de mim como se fosse pavoroso me pertencer. 
Mas, esquecem que ao ter personalidade nenhuma das partes podem ser alteradas.
Que ao me fazer como sou, me completo e me acrescento em mim mesma.
Aconselham-me a usar verbos e atuar como se a vida não passasse de um drama patético gritando por comédia.
Mas, no percurso, quase entre o não me pertencer,
conscientizo-me da verdade, que apesar dos anseios que tenho não se fazerem reais,
pagar pra ver, a mim, é sinônimo de me perder.
Longe de mim, julgar ou até desfazer dos que assim vivem.
Mas, a virtude de uns é minha loucura, o que me reprime.

por Dhalila Nogueira.