domingo, 29 de abril de 2012

Pulsar.

Se pudessem aliviar a dor do peito daqueles que não sabem o que é o amar.
Meu peito não mais tortura sofreria.
Far-se-ia de rimas.
De canções.
De tudo que engloba e conduz a paixões.
Me pertenceria.

por Dhalila Nogueira.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Do sentir.


A distância se faz tão pequena frente ao sentir.
Que nem me cabe mais o medo de não te ter.
Já te tenho.
Tenho aqui...
Pulsando.
Tornando-me grande.
Nesse jeito de gostar, de querer, de continuar.
De saber que é você.
A minha escolha, o meu acréscimo.
Enrubescida minha alma verte paixão.


por Dhalila Nogueira.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Inebriante.

Odeio quando você some. 
Quando resile meu nome.
E me condiciona a espera.
Tão tortuosa.
Tão estonteante.
Não seja farsante!
Não disfarce o sentir!
Não iluda ao sumir, fazendo acreditar que está tudo bem.
Porque quando se gosta, a única proposta é a de continuar.


por Dhalila Nogueira.

domingo, 15 de abril de 2012

Encontro.

O olhar é a baliza...
O principiar de um conversar silencioso de quereres,
que não se explicam, se sentem.
A carícia do toque, o beijar.
A carne envolta na vontade de permanecer,
de se doar,
de ser sensata ao acreditar que cada ensejo é o desejo de se permitir,
de seguir,
de te ter,
de voltar.

por Dhalila Nogueira.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Princípio.

Enche o peito com aquela vontade incontrolável de explodir em fervor.   
De se deixar levar.
Como se a vida fosse insignificante sem te ter por perto.
Como se tudo perdesse a graça.
Como se as canções, a poética não me coubessem mais.
Não me traduzissem mais.
Porque os momentos agora só se tornam únicos e insubstituíveis se te tenho aqui.
Mais uma insanidade poética?
O sentimento tão desejado, enfim alcançado?
Não se sabe.
Não sei.
Não se busca saber.
O improvável é aquele que encanta.
Que marca e clama.
Paixão.

por Dhalila Nogueira.