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Do que eu vivo.

Estou navegando em águas desconhecidas.
A mercê da maré.
Da boa vontade do vento, que ora sopra a favor ora contra.
Estou a mercê da ira das tempestades.
De quando as águas ficam turbulentas, frias, assustadoras.
Espero que o amanhecer venha logo.
Que o sol aqueça novamente estas águas.
As tornem brandas, confortáveis, minhas.


Da canção.

Gela, estremece.
Batidas aceleradas do coração.
Olhares fixos em meio a sorrisos, apertos de mão.
Abraços demorados, embriagados de desejo.
Descompasso, acelerar e desacelerar da paixão.
Pulsa.
Desentende, entristece.
Perdoa, enobrece.
Satisfaz, alegra.
Atrai e se distrai.




‘canção de amor é assim’.


por Dhalila Nogueira.

Da espera.

É que o coração dói.
O peito aperta e não há nada ao alcance, nada que se possa fazer a não ser esperar.
As palavras minutadas poeticamente nem existem mais.
Nem se enfileiram a fim de formarem poemas.
E eu espero.
Continuo esperando por milagres divinos.
Por poder tocar novamente meu sonho
e o fazer real.
É que esperar cansa.
Desanima.
Mas, nem há mais nada a fazer a não ser esperar.

por Dhalila Nogueira.