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Da dúvida.

 

Qual será melhor?
Amor ou paixão?

O amor é a palavra mais bela, mais desejada de ser ouvida, de ser sentida.
A paixão é passageira, é fugaz, é inconsequente.
O amor encerra em si mesmo. Não permite outras vertentes do sentir.
Amar é um dom de saber respeitar e esperar. Uma espera contínua por outro amor.
A paixão faz disparar o coração, suar as mãos, lacrimejar os olhos.
Faz sonhar.
A paixão quando é fortemente intensa e recíproca, abre espaços, abre possibilidades.
Prepara os seres para o amor.
E este vem recheado de saudade, aconchego, sorrisos sem sentido.
E se vive.
Sinto pena daqueles que pulam o passo a passo do sentir.
É irônico seguir ‘regras’. 
Mais irônico é amar acomodado, amar sem emoção!

Do fim de tudo, do mundo!

É chegada a hora...
Dizem que será o fim do mundo, pois bem, que este acabe.
Que nós acabemos.
Tudo tem seu início, meio e fim.
Rápidos, demorados, felizes... não!
Tudo um dia acaba.
E acaba pelo cansaço, pela decepção, por esperar algo e este não vir.
São rótulos atribuídos, sorrisos não entendidos.
Esse poder que o ser humano acha ter de conhecer o outro.
E assim e por si, se encerra tudo.
Um tudo que não reúne metade do que sentimos, do que planejamos, do que desejamos.
Em momentos de crise apelamos para o passado, rogamos ao futuro e esperamos...
Esse esperar que mata, destrói lentamente todas as esperanças de dias melhores.
Então... Que o mundo acabe!
Acabe de uma vez com as incertezas, com os não amores, com essa felicidade camuflada.

Fim de mundos!

São dias... ou melhor, meses, sem uma poesia digna de ser difundida.
Sem uma poesia na qual me reconheça, poeticamente falando.
Me perdi de pessoas que considerava amigas.
De desejos e planos para um futuro próximo.
Tão próximo que chegou, passou e nem vi.
Fase de realojamento de prioridades, vontades, de mim.
Já que será o fim de uma era, que eu morra e renasça de acordo com o tempo.
Que eu me reencontre e refaça diante de tudo que me aguarda, de tudo que aguardo.
Paz e bem, e que venha o melhor.