RSS

De mim.

Da dor que sinto.
Das respostas que não tenho e provavelmente não terei.
Da mágoa persistente.
Da renúncia latente.
Do não abrigo.
Me perco novamente.
Constantemente.
De forma inevitável.
Irônica...
À procura do eu.

Nós, agora.

Pela milésima vez nos desculpamos.
Juramos mudança.
Recomeço.
Por inúmeras tentativas de manter amor, negamos a verdade.
A realidade.
A fraqueza.
Por ainda sentir, iludimos a nós sufocando as palavras.
Que quando finalmente ditas, ressoam erroneamente.
Perdemos o tato.
O respeito.
A compreensão.
Mas, ainda é amor.
Forte.
Persistente.
Mútuo.
Incoerente!

Renúncia.

A forma mais fácil de se perder de si.
De não mais acreditar no contínuo.
De não mais querer a prosperidade.
De sufocar a cada pergunta, a cada queixa, a cada crítica, a cada observação de como você deveria ser, do que você deveria fazer.
E o mais importante, que você deve aceitar tudo como é ou estar e nunca, jamais questionar.
O benefício da dúvida não é para muitos, não é para poucos.
O ser rejeita qualquer questionamento.
Àquele que se impõe e que demonstra seus desejos.
Porque ser satisfeito é sempre melhor do que satisfazer.
De resto, fica o sentimento de renunciar outrem e não a si mesmo.

Agora!

Enquanto você espera o amor nunca recebido.
A calmaria de dias felizes.
A chance de viver algo belo.
A realidade lhe xicoteia.
Lhe surra com verdades.
Lhe convence do não correspondido.
Da paz nunca existente.
Mais uma vez lágrimas de ódio.
De revolta.
De... Porquê, novamente, eu?
E o dia finda.
A noite causa temor.
Os ossos estremecem.
Insatisfação!

Das inconstâncias.

Das mudanças repentinas de humor.
De desaprovar cada atitude que não condiz com os parâmetros normalmente aceitáveis daquela lista de regras que fazemos para ser bem sucedido.
Da vida estagnada, inebriada de esperança, mas aonde nada acontece.
Do desejo de controlar, de tomar as rédeas e direcionar-se para o caminho do sucesso.
Da difícil aceitação de que nada mudará tão depressa.
Da triste realidade da espera.
De esperar algo que não vem.
De finalmente, involuntária, estar vividamente vegetando.

Vigésimo Sétimo ínterim.

No conseguinte passar dos anos, hoje é novamente... 27 de Maio.
Aniversário do pedido, da promessa, dos olhares, da cumplicidade.
Das superações, incertezas, incompreensões, chegadas e partidas, da solidão.
Do medo de ter e não ter alguém.
Da esperança, antes infinita, hoje finda, dos dias bons.
De não mais lutar, apenas esperar pelo desfecho do amor quase inabalável, agora amordassado, sufocado, mais do que mudo, cego e surdo, quase desistente. Mas, persistente.
De nós! Pois, ainda resta chama, na alma desta que vos ama, esperando por paixão!

Da perda!

Um nó na garganta.
Um enorme bolo que prende a respiração 
a emoção, 
a felicidade, 
o dom de transpor sentimentos em palavras.
Dias... 
Messes...
Anos...
Quase dois anos e nada!
Nenhuma emoção que vália apena ser vivida.
Nenhuma esperança de dias melhores.
Escuridão.
Vazio.
Daqueles que aceleram o coração e nos faz chorar.
Chorar de saudade.
Da perda de um amor.
De um amor amigo, conselheiro, virtuoso, único.
De um amor triplo.

De avó,
de madrinha,
de mãe!