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reMOSA.

Ultimamente tenho pensado em você!
Nos planos que fiz durante tanto anos.
Da sensação de que daria certo.
De que você era o certo.
Pura confusão dessa minha necessidade de ter controle sobre tudo.

Me pego pensando, tentando relembrar somente dos bons momentos...
Mas, ele eram tão raros...
Foram tão raros...

Me pego incrédula em como o tempo passou rápido.
Em como me desfiz de meia década sem ao menos me lamentar.
Ou me arrepender...

Me pego, constantemente, agradecendo por não mais precisar te ter!

Desgosto.

O tão esperado foi alcançado...
E veio tão rápido.
Tão atroz.
Tão intenso, como quando meus lábios encontram os seus.
Mas, foi fugaz.
Igual a você!
Nem alimentou o desejo por mais.
Findou!
Assim como os planos para o futuro.
E te vi tão feio.
Tão vazio...
Te pedi por ressaca e você me deixou às claras.
Sumiu...

Novamente desapareceu.

Errada fui eu de teimar em acreditar...

Pessoas rasas são tão previsíveis...

Do que não entendo.



Ela é uma soma de experiências, que ainda não resultaram em nada.
Ela é um misto de aprendizados e culturas, que ainda não a levaram para lugar algum.
Ela é uma mescla de quereres e frustrações.
De sonhos e decepções.
Talvez, ela não passe de ilusão!

Todos a engrandecem tanto...

E ela não compreende, como pode ser assim tão grande e continuar se sentindo tão pequena, diante das desventuras da vida?!

Ela exige que as pessoas a sua volta, sejam profundas.
Parou para se analisar e percebeu que na verdade sempre foi rasa.

Seja por medo.
Seja por receio.
Seja por ter sofrido demais para insistir.

Ela que sempre foi poesia, não ouve o que sua alma diz.
E continua assim...
Juntando palavras em frases sem lógica.
A fim de tornar belo os anseios que habitam em si.

Embriaguez.

Você me embriaga...

Não consigo lembrar com nitidez dos nossos momentos.
Pareço sempre estar embriagada.

De tesão.
De paixão.
De quereres.

Mas, ainda assim, lembro dos seus olhos.
Que quando cruzam com os meus, me despem.

A roupa.
A pele.
A alma.

Me deixa com ressaca de você?

Fugaz.


  

Chegou e partiu tão rápido.
Nem tive tempo de te tornar poesia.
Me encantou com uma liberdade de sentir.
De desejar.
De ser.
Sumiu...

Se esvaiu feito fumaça.
Deixou o prometido sem cumprir.
E fez de mim, mais uma vez, desilusão.

Para mim.

Moça do sorriso aberto e do olhar profundo.
Da alma de menina em corpo de mulher.
A vida te tirou tanto.
Te obrigou a amadurecer antes do tempo.
Mas, ainda assim, te fez tão forte.
Moça das unhas negras e dos olhos de ressaca.
"Olhos de cigana oblíqua e dissimulada".
Você é pura poesia!
E quem não consegue te ler, não merece o seu pesar.
Não se perca em meio a opinião daqueles que te vêem, mas, não te enxergam.
Não se perca por medo da solidão.
Você se basta!
Um espírito em paz, vale muito mais do que se inundar em paixão!
Respire fundo.
Segue o teu caminho com fé.
E sonhe.
Sonhe alto.
Sonhe sempre!

Do hoje!

Aí eu te vejo.
Revejo.
Relembro.
E te sinto tão presente.

Como se o tempo não tivesse passado .
Como se ainda fôssemos os mesmos.
Doce ilusão…

Pura confusão do sentir.

A década que nos separa, insiste em guardar mágoas...
Não é possível que ainda seja amor!